Cláudia Silva

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Blog de Cláudia Silva (conteúdos editoriais)

Untitled.

Estava na paragem à espera do autocarro, a ler Caim, de José Saramago, esse grande senhor, não o senhor de que o autor fala com uma ironia, uma crítica e um sarcasmo subtilmente geniais, mas sim esse grande senhor que era Saramago, uma senhora com um ar simpático aparece e diz, Menina, posso falar um pouco consigo, enquanto espera pelo autocarro, ela tinha um ar simpático, eu acho as senhoras idosas extremamente fofinhas, apesar de saber que era uma testemunha de jeová não disse que não, e aí se deu o momento do dia que me vai servir de reflexão para o resto da semana.

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Vida.


Apenas vivo em poesia, sem a escrever.
Vivo em silêncio num mundo gritante.
E vivo num choro
Sem derramar uma só lágrima.
Respiro liberdade
Num mundo tão cheio de regras.
Vivo para as sensações,
Quando todos procuram explicações,
Análises! Entendimento nauseante…
Ah! Que lógica entediante.
Que sono de não entender,
Que fome e sede de apenas ser…
Existir e ser e nada, e nada mas
E tudo ser.
Isto sim, é poesia.

Mas finjo.

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Flor Vermelha

Foi a flor que deixaste cair
A lágrima que me deixaste chorar.
Foi o adeus que me fizeste ouvir
E a promessa que me fizeste quebrar.
Foi a nossa casa que outrora ergueste
Na Primavera da lembrança.
Foi o nosso abrigo que destruiste
Dexando apenas o Inverno como esperança!…
Então eras tu que te desprendias
Com a vontade de querer
Era eu que me esvaía
Em lágrimas por te perder
Éramos nós, apenas nós, presos nos nós da paixão
E partiste.
Partiste.
Partiste.
Então eu te digo
Como tua eterna amante
Nada deitámos por terra
Neste mundo de nós tão distante.
N

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Um perfeito Sorriso guardado pra Mim

Por mais que eu quisesse fazer
Uma linda canção
Um perfeito poema,
Sei que apenas me reduziria
A uma frase feita com pedaços de ti.

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Aquela.

Sou aquela cujo espelho
É fielmente fiel.
Aquela que pinta Com um doce pincel
Este tão frenético processo
De multiplicação.
Sou aquela cuja alma
Se espraia no mar.
Aquela cuja alma
Implora por brilhar,
Mas sem fulgor nem paixão.
Ah, sou aquela e aquela e
Aquela ali,
Aquele abrir de rosa à espera
De um contemplar
E mais
Aquela, aquela,
Aquele anseio de alma
Cheio de mudos ais…
Esta. Cuja imagem se esqueceu
De retratar.

CS

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Fingimento.

Finge.
Finge que nasces, para fingires que existes.
Finge que cresces e aprendes.
Finge que estudas para um dia puderes dizer a fingir que estudaste.
Finge saberes para te deixarem fingir ser alguém.
Finge parecer, finge até ser.

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Tu.

Tu, que estás aí, que não existes. Eu, que não sou nada e não creio existir. Serei eternamente aquela que escreverá em segredo Filosofias nunca antes escritas Ou escritas tão silenciosamente quanto as minhas E pensadas por mil almas que Pensam saber a imensidade da razão de ser dos seres, e do ser Se é que razão e seres coexistem de facto. Aparte de tudo o que me preenche este vazio Eu não sou mais que o vazio que preenche o tudo das coisas. Estou em cada partícula do espaço, Em cada partícula do ar que respiro, Em cada verso, em cada pensamento que se dissipa no tempo Esse Que o

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Poema.

O eco do fundo dos teus olhos Refunde-me para as sombras do jardim Que é o teu corpo.

E absorta fujo, escondo-me, Porque te tenho, porque me tens, Porque sou eternamente tua.

Mas algures no meio do fulgor Do teu abraço Surge um navio prestes a naufragar. No jardim do teu corpo, Navega em mar verde, O navio prestes a naufragar.

Algures no meio de todo este fogo Que arde num delírio delirante Surge a minha âncora, De ferro forte, feio, esquecido De onde encontra meu porto seguro.

Oh, se o abandono soubesse Onde encontrar essa estrada Que me leva…

Se essa voz soube

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Não tive Tempo

Não tive tempo, meu amor, não tive tempo! Para deixar de ter pressa que passasse o tempo; Para deixar que viesse o tempo de ter tempo, De esperar e desesperar para ter tempo, Para viver o momento Para chorar por dentro, Não tive tempo, meu amor, não tive tempo…

Não tive tempo, meu amor, não tive tempo! De reparar que as palavras vieram e foram Que morreram e renasceram; Para deixar que fossem apenas gotas de água por cima de mar, Ar e vento E pétalas por cima de rosas, Não tive tempo, meu amor, não tive tempo…

Não tive tempo, meu amor, não tive tempo Para pensar bem e sa

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