João Pedro Barros

Histórico

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Conteúdos de João Pedro Barros

Pedro Borges

É Mestre do Salgado da academia de Aveiro

Américo Martins

É dux veteranorum da academia do Porto

Ricardo Coelho

É membro do movimento anti-praxe Antípodas

Suavizar para sobreviver (praxes)

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O ministro Mariano Gago avisou as instituições de ensino superior de que podem ser responsabilizadas por eventuais abusos, e os tribunais já o começaram a fazer. A praxe continua a cumprir-se, mas mesmo nas academias mais conservadoras há «brincadeiras» que já não se usam

João Dias: Foram momentos divertidos que ajudaram a construir as bases que hoje tenho na universidadeJoão Dias: Foram momentos divertidos que ajudaram a construir as bases que hoje tenho na universidadeO nome de Ana Damião já faz parte da história da praxe académica em Portugal. Em 2006, a estudante avançou com um pedido de indemnização ao Instituto Piaget, depois do Ministério Público ter arquivado um processo-crime contra alegados autores de actos «humilhantes» na praxe de 2002, em Macedo de Cavaleiros.

Declarações de Pedro Borges sobre as praxes (Fevereiro de 2009)

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Opinião de: 

Pedro Borges

A praxe em Aveiro é algo diferente do panorama nacional. Desde 1996, distanciámo-nos do que se faz nas outras universidades, e apoiamo-nos mais na integração do que nas hierarquias tradicionais. Ninguém fica por cima de ninguém, a praxe não serve para isso.

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Declarações de Ricardo Coelho sobre as praxes (Fevereiro de 2009)

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Opinião de: 

Ricardo Coelho

Comecei a licenciatura em 1999, e então a situação era diferente. Os acontecimentos que resultaram em condenação dos praxistas foram fundamentais para acender o rastilho e lançar o debate. Os alunos começam a ver o que é a praxe e percebem que os casos de abuso não são uma excepção e podem passar-se em qualquer lado.

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Faltam mulheres para competir (desporto feminino)

No desporto de lazer, as mulheres já suplantam os homens em algumas universidades, mas perdem claramente na vertente competitiva. No entanto, as equipas femininas têm vindo a aumentar

No ano lectivo de 2007/08, mais de 53 por cento das vagas no ensino superior em Portugal foram ocupadas pelo sexo feminino. Este domínio já não é novo, mas levou a revista Aula Magna a colocar a seguinte questão: será que esta proporção se mantém no desporto universitário? As perguntas levaram-nos a duas realidades distintas: na vertente competitiva, o domínio é fortemente masculino; na vertente de lazer, o número de mulheres suplanta, muitas vezes, o dos homens.

Declarações de Américo Martins sobre as praxes (Fevereiro de 2009)

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Opinião de: 

Américo Martins

A imagem da praxe, para quem não a conhece por dentro, é má. A comunicação social só transmite aquilo que não é praxe, a parte negativa. O gozo ao caloiro é uma gota de água nesse universo e nunca pode ser feito sem a consciência de que o praxado é uma pessoa de bem e digna. A violência gratuita e a humilhação não fazem parte disso.

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Estudantes longe das decisões (RJIES)

Os efeitos do RJIES

O novo regime jurídico já mexe com o funcionamento das instituições de ensino superior, deixando os alunos mais desprotegidos. Pelo menos, é isto que pensam várias personalidades ligadas ao meio estudantil. A Aula Magna faz as contas ao que vai mudar.

Para uma grande parte dos alunos do ensino superior, a sigla RJIES deve soar, na melhor das hipóteses, a um palavrão dito em croata. Aos medianamente informados, pode evocar mudanças no ensino superior. Os outros, muito provavelmente uma minoria, saberão do que se trata: Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior ou, trocado por miúdos, a mais profunda reforma do ensino superior desde a aprovação da Lei da Autonomia das Universidades, em 1982.

Declarações de Bruno Carapinha sobre o RJIES (Outubro de 2008)

Opinião de: 

Bruno Carapinha

No fundo, o RJIES é como dizer aos estudantes: «deixem-se lá de manifestações, de discutir a política geral das universidades, e estudem». Para mim, isto é uma visão retrógrada do papel das universidades. Há uma tentativa de arrumar a casa, de reunir responsabilidades espalhadas e competências conflituantes, mas elas continuam a existir.
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