Mbangale Mukosasenge

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Conteúdos de Mbangale Mukosasenge

Passo Diurno

Adivinho ainda os passos
Dos teu sonhos, calcorreando esta Lisboa.

Não sei hoje descobres
mais mundos que outrora;
nem se descontraidamente,
Ai sentado, continuas a fazer
mais filosofias que Kant.

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Passo Noturno

Mais uma vez estou junto
A tua janela, Ó Poeta.

Imagino em mim teu olhar
De menino, contemplando através
Dela, hoje, esta Lisboa, qual uma
Criança, agora adormecida.

Há crianças escorregando defronte
A tua janela, Ó Poeta;

Sorrindo a sua alegre infância,
Brincam,regozijam… e há neles
Todo um mar futuro debaixo
deste firmamento estrelado.

As 21:58 min no Largo do Carmo.

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Memória - I

Não mais verei a brancura espectral
do Sol do teu meio dia?

Não mais sentirei sob meus pés o crepitar
ardente da chama que flameja tuas areias?

Ah, quão cedo parti…

Hoje, vivo como um cego que somente
Delineia os traços do teu rosto, tacteando as gravuras
Gravadas nas paginas das atlas;

Como num barco: em alto mar vou ao teu encontro
e descobro com amargura o sinal do teu socorro
através do fumo expelido pelas bombas
após rasgarem, fundo, teu doce corpo.

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Poema - I

É necessário pensar o mundo como uma vasta nação plural,
obviamente com várias expressões culturais,
mas com o sentimento de um destino comum

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