Mais uma vez estou junto
A tua janela, Ó Poeta.
Imagino em mim teu olhar
De menino, contemplando através
Dela, hoje, esta Lisboa, qual uma
Criança, agora adormecida.
Há crianças escorregando defronte
A tua janela, Ó Poeta;
Sorrindo a sua alegre infância,
Brincam,regozijam… e há neles
Todo um mar futuro debaixo
deste firmamento estrelado.
As 21:58 min no Largo do Carmo.