Rosa Pires

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Blog de Rosa Pires (conteúdos editoriais)

O dever de Organização Contabilistica

De subvenção em subvenção

Vão os partidos sobrevivendo

Como aves ao primeiro raio de sol

É vê-los sentados na praça

Recostados de alma satisfeita

Atiram anedotas uns aos outros

A ver qual a que tem mais graça.

E de vez em vez espreitam

Quem pela rua passa

É o pobre do maltrapilho

Que não faz parte da seita

Carrega no corpo os dias

Nos braços o peso da madrugada

É uma criança pequena

Com quem todos querem brincar

E fazer-lhes festas na cabeça

Antes que ele comece a chorar.

É assim o dia-a-dia

Da

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Memorial

Uma pétala perfumada?

Uma lágrima salgada?

Para as duas que em datas tão dispersas nunca se viram nem verão.

Mas a mesma ânsia de voar em busca da felicidade.

Tão parecidas na minha confusão num ponto remoto e outro noutra direção.

Os passos altos e vistosos.

Ambas torneadas e elegantes…

Mas a meiguice escondida a desabrochar a quem a soubesse ver.

E pensar na partida que as feriu, não a quero ver.

Simplesmente o vislumbre e o jeito que as torna tão idênticas

Um gesto de manear o cabelo e o sorriso no esgar que se liberta…

E o som das suas vozes aqui tão ao alc

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Do espaço para o mundo

Mais um país com metade das pernas de fora a toutear para se libertar

Mas um outro de rosto encostado e dentes serrados a sussurrar-lhe: “não vás!..

Mas se um povo deseja a escolha sua que outro lha pode vedar

Pela força e os pensamentos dobrar?

E as estrelas quedas e mudas a observar.

Talvez à espera de um desfecho trágico,

Ou outro reflexo nas armas para se mirarem…

Mas antes que outra terra seja descoberta,

cobiçada,

algemada.

Quem mata a fome a este mundo,

Quem sara as feridas dos que as sentem,

Das guerras inúteis e imundas.

Nesta Europa encap

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Os Jovens de hoje merecem respeito

Tenho vindo a constatar e, sem querer ter a pretensão de entrar em confrontos com as opiniões masculinas, mas parece-me que sempre que alguém tem queixas contra os jovens de hoje não partem de opiniões femininas.

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S. João

S. João

Se uns têm olhar de garoupa Outros o terão de tubarão…

E que terá o santo António Que mais não terá o S. João?

A grande peixeirada é no governo E de outros tantos que o são Vestidos de etiqueta Sem ouvirem a voz da razão.

Não tirem a festa ao Norte Que o povo dela precisa E de martelo pacífico Em ira torná-lo poderão!

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Grândola é um passo de marcha

Grândola é um passo de marcha

Uma voz que não se cala e ao alto se levanta

E já não passa de moda como alguns querem crer

Grândola é um grito novo de revolta

De nova ânsia de liberdade e de pão.

Grândola há de sempre voltar a mover-se

Quando a um povo já não estendem a mão.

Grândola é o hino dos oprimidos,

O hino da democracia

Sem falsos pudores ou hipocrisia,

E se há quem já não lhe ache graça

E até quem dela duvide,

E outros motivos lhe encobrem a carapaça

É porque nunca a cantaram em criança.

Grândola é um passo de marcha

Que em sintonia o povo t

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Crónica de um funcionário público para o dia do Entrudo

Na calçada e de sapatos quase gastos caminha

leva vestido os trapos para a mascarada

num dos bolsos o resto do pão duro do outro dia

e no outro a memória da réstia de uma mesada.

Da família

quase nem se lembra

desde que o obrigaram à mobilidade

que já nem sabe se está no norte ou no sul

ou se afinal a terra é plana.

Lembra-se só de algo que ouviu:

o tipo que nos governa foi um grande amigo das farras

que só aos trinta e poucos anos se formou

por isso a frase “alunos não sejam piegas”

ou então arrependido dos gestos, em frases mud

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Reminiscências em viagem

O cheiro que foi perdendo, diziam-lhe os médicos, também lhe foi tirando o sabor que, por vezes tudo que comia, lhe sabia ao mesmo.

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Uma pequena lucidez

Perdera-lhe já a conta de quantas vezes a assaltara o gesto de as destruir. Mas, uma pequena lucidez ou talvez um lampejo de saudade futura, surgia-lhe nas mãos, sempre que esse ser diabólico e invejoso que se nos apodera por vezes da mente, fazendo por vontade dele e não nossa actos inconscientes, de que nos arrependemos depois mais tarde mas já sem volta a dar, para que o passado regresse ao ponto onde ainda seria possível remedia-lo.

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O rebentar das águas

Há gente deste calibre que não sabe o mal que me faz.

A toda a hora sou abalroada,

logo eu que fugi a esses pensamentos piegas e retrógrados

quase ao desbarato roubados,

à minha serena e paciente figura,

que aparentando uma ausência desmesurada

lhes deve parecer uma cançoneta feliz.

Deixem-me em paz…

Não fomentem a minha loucura

a sorrir sempre que me falam

da minha terra quase campeã!

Mas que mal lhes terei feito eu?

Para merecer tal desmesura…

Ai as tíbias… (esse bolo a transbordar de creme e manteiga)

diz-me uma, todos os natais e Páscoas…

não

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