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Criança

CRIANÇA Tiago Fernandes Alves

Vivia em seu turbilhão de pensamentos. Era uma sábia criança, cheia de ideias e ideais, cheia de sonhos utópicos e de paixões desesperadoras. Acreditava poder alcançar o infinito com a finitude de seus pensamentos aguçados, ferozes, capazes de penetrar no concreto de mentes já petrificadas pelo medo ao saber e de provocar a ira nos que acreditavam deter o poder da verdade. Foi sempre uma criança aldaciosa e irritante, sagaz e arrogante, genial e estúpida.

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Ordenados pelos leitores

Passo Noturno

Mais uma vez estou junto
A tua janela, Ó Poeta.

Imagino em mim teu olhar
De menino, contemplando através
Dela, hoje, esta Lisboa, qual uma
Criança, agora adormecida.

Há crianças escorregando defronte
A tua janela, Ó Poeta;

Sorrindo a sua alegre infância,
Brincam,regozijam… e há neles
Todo um mar futuro debaixo
deste firmamento estrelado.

As 21:58 min no Largo do Carmo.

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Pequena

Sujeitarei tuas mãos e como uma criança farei o tempo esvoaçar em um contentamento descabido. Sorrirei como só um tolo sabe sorrir. Me desvencilharei de mim e, o tempo esvoaçado, me encontrará impunemente perdido em tuas mãos. Te presentearei meus pensamentos, minha pouca fala, minha mentira sinceramente louca e funesta, minha ansiedade e a calmaria de teu mar. Em posse de tuas mãos serei a posse de tua carne sedenta de seduzir-me. Caminharemos juntos e cochicharemos bobagens em longos e estúpidos sorrisos de criança. A lua nos conduzirá a um mundo só nosso, um lugar nenhum, onde passos

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Poema - I

É necessário pensar o mundo como uma vasta nação plural,
obviamente com várias expressões culturais,
mas com o sentimento de um destino comum

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Criança

CRIANÇA Tiago Fernandes Alves

Vivia em seu turbilhão de pensamentos. Era uma sábia criança, cheia de ideias e ideais, cheia de sonhos utópicos e de paixões desesperadoras. Acreditava poder alcançar o infinito com a finitude de seus pensamentos aguçados, ferozes, capazes de penetrar no concreto de mentes já petrificadas pelo medo ao saber e de provocar a ira nos que acreditavam deter o poder da verdade. Foi sempre uma criança aldaciosa e irritante, sagaz e arrogante, genial e estúpida.

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