O dever de Organização Contabilistica

De subvenção em subvenção

Vão os partidos sobrevivendo

Como aves ao primeiro raio de sol

É vê-los sentados na praça

Recostados de alma satisfeita

Atiram anedotas uns aos outros

A ver qual a que tem mais graça.

E de vez em vez espreitam

Quem pela rua passa

É o pobre do maltrapilho

Que não faz parte da seita

Carrega no corpo os dias

Nos braços o peso da madrugada

É uma criança pequena

Com quem todos querem brincar

E fazer-lhes festas na cabeça

Antes que ele comece a chorar.

É assim o dia-a-dia

Da nossa assembleia

O povo carrega o fardo

Das contas mal organizadas

E se há alguns a que têm acesso

A outros, pela ignorância, lhes são vedadas

E os milhões que nem sonham

No futuro é-lhe sempre descontado.

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