Do espaço para o mundo

Mais um país com metade das pernas de fora a toutear para se libertar

Mas um outro de rosto encostado e dentes serrados a sussurrar-lhe: “não vás!..

Mas se um povo deseja a escolha sua que outro lha pode vedar

Pela força e os pensamentos dobrar?

E as estrelas quedas e mudas a observar.

Talvez à espera de um desfecho trágico,

Ou outro reflexo nas armas para se mirarem…

Mas antes que outra terra seja descoberta,

cobiçada,

algemada.

Quem mata a fome a este mundo,

Quem sara as feridas dos que as sentem,

Das guerras inúteis e imundas.

Nesta Europa encapuçada,

Amordaçada,

Desamparada.

Aqui tão perto

Neste Planeta moribundo?

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